As AAEE's do Ensino Superior organizaram um "Natal Negro" em forma de protesto contra a "situação" do ensino superior. Particulamente contra o atraso/supressão de bolsas de estudo.
A preocupação é legitima, mas está longe de ser uma novidade. As bolsas de estudo nunca foram isso - de estudo. Na verdade são bolsas sociais, que na maioria das vezes, apenas equivalem ao valor da propina devida pelo estudante. Isto é, na verdade, e mais uma vez, o que esta em causa é o financiamento do ensino superior e a parte que deve (ou não) ser suportada pelo estudante.
A preocupação é legitima, mas está longe de ser uma novidade. As bolsas de estudo nunca foram isso - de estudo. Na verdade são bolsas sociais, que na maioria das vezes, apenas equivalem ao valor da propina devida pelo estudante. Isto é, na verdade, e mais uma vez, o que esta em causa é o financiamento do ensino superior e a parte que deve (ou não) ser suportada pelo estudante.
Pouco ou nada mudou desde que Guterres agravou a propina a pagar a ser paga pelos estudantes e desde que o Durão Barroso aumentou o valor da propina mínima e o bloco central foi conivente com o contornar da constituição nesta matéria, revertendo para uma lei de 1942 que fixa a propina no valor de 1200$00.
Desde que a Ferreira Leite foi ministra da educação que os estudantes não ganham uma guerra de propinas, pois desde dessa altura que não conseguem passar outra mensagem que não a de "Não Pagamos!" Espero estar enganado, mas parece-me que o resultado desta campanha será semelhante às anteriores. O que nos poderá servir de consolação (ou não) é que, pelo menos no caso da UTAD, não são os estudantes da UTAD que estão em protesto, nem tampouco a Associação Académica da UTAD que aderiu bem ou mal a esta iniciativa. Não tendo havido Assembleia Geral sobre esta (ou outra qualquer) matéria, quem poderá estar associado a esta iniciativa é a Direcção da AAUTAD, que após reunião de Direcção deliberou a sua adesão (espero eu). Contudo, isso já nem é importante. Cada vez é menos importante, conforme se vai perdendo relevância. Esperemos que uma nova "administração" introduza mudanças no modus operandi de forma a democratizar os processos e aumentar a participação e a sua eficácia.
Eu compreendo o problema das AAEE's nestes momentos. Fogem como o diabo da cruz de acções que impliquem mobilização de massas, por duas razões essenciais:
1º - é-lhes anti-natura. Para quem defende que todos os poderes e responsabilidades de representação estudantil devem estar concentrados na Associação Académica, afastam activa e propositadamente todas as outras pessoas que não as do seu grupo directo de controlo e influência. Obviamente que, havendo a necessidade de mobilizar massas para estas acções, não há capacidade para o fazer.
2º - Seria esperado que eles explicassem as suas posições e as suas politicas de forma a persuadir a maioria a votar nas suas propostas, como é habitual em democracia. Para explicar, defender, argumentar é preciso conhecimento, capacidade e humildade.
Desejo a maior das felicidades para a iniciativa "Natal Negro no Ensino Superior", mas infelizmente não acredito no seu sucesso.
Desde que a Ferreira Leite foi ministra da educação que os estudantes não ganham uma guerra de propinas, pois desde dessa altura que não conseguem passar outra mensagem que não a de "Não Pagamos!" Espero estar enganado, mas parece-me que o resultado desta campanha será semelhante às anteriores. O que nos poderá servir de consolação (ou não) é que, pelo menos no caso da UTAD, não são os estudantes da UTAD que estão em protesto, nem tampouco a Associação Académica da UTAD que aderiu bem ou mal a esta iniciativa. Não tendo havido Assembleia Geral sobre esta (ou outra qualquer) matéria, quem poderá estar associado a esta iniciativa é a Direcção da AAUTAD, que após reunião de Direcção deliberou a sua adesão (espero eu). Contudo, isso já nem é importante. Cada vez é menos importante, conforme se vai perdendo relevância. Esperemos que uma nova "administração" introduza mudanças no modus operandi de forma a democratizar os processos e aumentar a participação e a sua eficácia.
Eu compreendo o problema das AAEE's nestes momentos. Fogem como o diabo da cruz de acções que impliquem mobilização de massas, por duas razões essenciais:
1º - é-lhes anti-natura. Para quem defende que todos os poderes e responsabilidades de representação estudantil devem estar concentrados na Associação Académica, afastam activa e propositadamente todas as outras pessoas que não as do seu grupo directo de controlo e influência. Obviamente que, havendo a necessidade de mobilizar massas para estas acções, não há capacidade para o fazer.
2º - Seria esperado que eles explicassem as suas posições e as suas politicas de forma a persuadir a maioria a votar nas suas propostas, como é habitual em democracia. Para explicar, defender, argumentar é preciso conhecimento, capacidade e humildade.
Desejo a maior das felicidades para a iniciativa "Natal Negro no Ensino Superior", mas infelizmente não acredito no seu sucesso.

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