A Associação Ateísta Portuguesa aplaude o veredicto europeu de que a exibição de crucifixos nas salas de aula viola a liberdade religiosa dos alunos e apela ao Governo para que “exerça vigilância” sobre os “abusos que ainda persistem”.
(...)
"O tribunal considerou que “a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão em instalações utilizadas pelas autoridades públicas e, especialmente em aulas”, restringe os direitos paternos de educarem os seus filhos “em conformidade com as suas convicções”. Adiantou que a exposição do símbolo cristão também limita “o direito das crianças a crerem ou não”."
em Público - http://publico.pt/1408216
A decisão é importante, sem margem de dúvida, e não é comparável à polémica da proibição total de símbolos religiosos que foi feito na França; o famoso caso da proibição do véu islâmico nas escolas públicas. Uma coisa é não ter símbolos religiosos em escolas públicas, outra coisa é proibir a utilização individual desses símbolos. O bom-senso porá esse limite algures entre as duas situações.
Contudo, preocupa-me a dominância de uma determinada corrente filosófica minoritária, que é o ateísmo (quando comparada com as várias confissões religiosas que acreditam em Deus), na defesa laicismo do estado. A liberdade religiosa é, antes de tudo o resto, uma liberdade. As liberdades define-se no poder de escolha. Faz-me alguma confusão quando à sombra da invocação da "liberdade" se começa a proibir muita coisa. É sintomático e demasiado semelhante à negação das liberdades que se pretendem assegurar.
Um céptico, quando é demasiado céptico, torna-se num dogmático, sendo o seu dogma o de "não acreditar em nada." ... e isto já me ensinaram nas aulas de filosofia há muitos anos atrás.
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"O tribunal considerou que “a exibição obrigatória do símbolo de uma determinada confissão em instalações utilizadas pelas autoridades públicas e, especialmente em aulas”, restringe os direitos paternos de educarem os seus filhos “em conformidade com as suas convicções”. Adiantou que a exposição do símbolo cristão também limita “o direito das crianças a crerem ou não”."
em Público - http://publico.pt/1408216
A decisão é importante, sem margem de dúvida, e não é comparável à polémica da proibição total de símbolos religiosos que foi feito na França; o famoso caso da proibição do véu islâmico nas escolas públicas. Uma coisa é não ter símbolos religiosos em escolas públicas, outra coisa é proibir a utilização individual desses símbolos. O bom-senso porá esse limite algures entre as duas situações.
Contudo, preocupa-me a dominância de uma determinada corrente filosófica minoritária, que é o ateísmo (quando comparada com as várias confissões religiosas que acreditam em Deus), na defesa laicismo do estado. A liberdade religiosa é, antes de tudo o resto, uma liberdade. As liberdades define-se no poder de escolha. Faz-me alguma confusão quando à sombra da invocação da "liberdade" se começa a proibir muita coisa. É sintomático e demasiado semelhante à negação das liberdades que se pretendem assegurar.
Um céptico, quando é demasiado céptico, torna-se num dogmático, sendo o seu dogma o de "não acreditar em nada." ... e isto já me ensinaram nas aulas de filosofia há muitos anos atrás.

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